Meu pai me levava ao zoológico do Rio de Janeiro (Quinta da Boa Vista) com certa frequência Gostava muito. Tinha uma foto
de minha avó materna, que foi visitar-nos, com arara(s) ao fundo, tirada neste
zoo. Meu pai também adquiriu periquitos, provavelmente selvagens, que mantínhamos na lavanderia.
Ainda do Rio de Janeiro tenho recordações da grande quantidade de urubus, na orla marítima, ao lado da
rodovia, quando íamos visitar
amigos de meu pai. Vinhamos a São Paulo passar o fim de ano na casa de meus
avos em Mairiporã Não raro beija-flores adentravam na casa e minha avó, ou alguém mais, procuravam apressadamente
devolver a curiosa ave ao seu ambiente. Já em São Paulo quando íamos ao mercado central da
Cantareira para compras, ficava fascinado com uma ala onde vendiam grande
quantidade de aves, de diferentes
cores,tamanhos e formas. Meu primo tinha um canário da terra que cantava muito, talvez estimulado pelo
som produzido pela bomba que puxava água do poço. Tive periquitos australianos e criei canários no
apartamento onde morávamos. Tenho boas recordações de quando
ouvia o canto das aves, particularmente da juriti, inhambu e uru, na casa do
meu avô. E agora, sexagenário passo o meu tempo a escrever
algumas notas sobre Claravis geoffroyi (ex godefrida).